Missão
Inspirar uma mudança transformadora na forma como o mundo trata raparigas e mulheres, com e sem deficiência.
quem somos
Uma organização moçambicana enraizada na comunidade, guiada por evidências e comprometida com a protecção e a dignidade de cada mulher e rapariga, em todos os cantos deste país.
Luisa Netsai SekaimwesheA Girl Child Rights (GCR), conhecida como GCR Para Todas as Raparigas, é uma organização da sociedade civil moçambicana dedicada à protecção, ao empoderamento e aos direitos de mulheres, raparigas e populações vulneráveis, em contextos de crise e de recuperação.
Tem sede em Chimoio, Manica, e está presente também em Cabo Delgado, Nampula, Niassa e Sofala. Trabalha com agências das Nações Unidas, organizações nacionais e internacionais, o sector privado e instituições do Governo.
É a Convocadora Nacional e acolhe o Secretariado da Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP).
o que nos move
Missão
Inspirar uma mudança transformadora na forma como o mundo trata raparigas e mulheres, com e sem deficiência.
Visão
Um mundo onde todas as raparigas e mulheres, com e sem deficiência, gozam do direito à protecção contra a violência, o abuso e a exploração.
a nossa história
2008
Um grupo de cidadãos de Chimoio funda a associação Girl Child Rights (Direitos da Rapariga) para proteger as raparigas das comunidades onde os seus direitos são mais violados e defender a sua liberdade de escolha, de expressão e de movimento. A 31 de Julho, o Governo da Província de Manica reconhece a sua personalidade jurídica.
2014
Com a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) e financiamento do Fundo Global, a GCR começa a trabalhar na prevenção do HIV e no apoio a pessoas em tratamento na província de Manica. A parceria com o Fundo Global continua até hoje, mais tarde através da Pathfinder, do CCS e do ICRH.
2015
Como parceira da ADPP no projecto Nikhalamo, financiado pela USAID (2015–2018), a GCR trabalha em escolas primárias e secundárias do distrito de Namacurra para que raparigas vulneráveis se matriculem, permaneçam e concluam os estudos.
2019
Com a Save the Children e financiamento da Noruega (Norad), começa o programa Leave No Child Behind na província de Manica (2019–2023). No mesmo ano, com a Light for the World e a Cooperação Austríaca, a GCR passa a apoiar organizações de pessoas com deficiência em Sofala na promoção da igualdade de género.
2020
Em parceria com a Save the Children, a GCR descentraliza e implementa na zona Centro do país a Linha Fala Criança, a linha nacional gratuita de apoio à criança, com gestão de casos à distância e no terreno a partir de Manica. Nesse ano começa também a parceria com a Grassroot Soccer, que traz para Manica o método SKILLZ, baseado no futebol.
2021
Com a Light for the World e a Cooperação Austríaca, a GCR começa a trabalhar em Metuge e Chiúre, distritos afectados pelo conflito armado, para que a resposta humanitária chegue também a mulheres e raparigas com deficiência.

2023
A GCR implementa 12 projectos em Cabo Delgado, Niassa, Tete, Manica e Sofala, com uma carteira de USD 2,15 milhões em 13 subvenções. Começam nesse ano o Tsogolo Tsicana em Tete, o InPower em Sofala e o Projecto de Recuperação da Crise no Norte, em Palma e Mocímboa da Praia.

2024
Começam dois programas com o UNFPA: ResiNorte, com fundos da União Europeia e da Finlândia, em Cabo Delgado e Niassa (2024–2026), e Tolerância Zero, com fundos da União Europeia, em seis distritos de Manica (2024–2028).

2025
Em Julho é criada a Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP), que reúne ONG locais e nacionais e é coordenada pela GCR. Em Dezembro, a Assembleia Geral da plataforma confirma a GCR como Convocadora Nacional e anfitriã do Secretariado.
2026
A GCR conclui o Plano Estratégico 2026–2030, «Fortalecer a protecção, promover a equidade, liderar localmente». Em Agosto, o INCM atribui-lhe o número curto 1449 para a Linha Fala Sem Medo, a sua própria linha de denúncia de casos de violência baseada no género e contra crianças.

onde trabalhamos
Presença segundo o Plano Estratégico 2026–2030 e o Capacity Statement 2026. Os projectos por área estão em O que fazemos.
como trabalhamos
A segurança, a dignidade e as escolhas da sobrevivente orientam cada passo. As gestoras de casos seguem as normas GBVIMS+ e as Normas Mínimas de Protecção à Criança, explicam a confidencialidade e os seus limites e obtêm consentimento informado antes de qualquer encaminhamento. Cada caso é acompanhado até ao encerramento seguro.
Trabalhamos com comités comunitários de protecção à criança, activistas, líderes comunitários e religiosos e espaços seguros para mulheres e raparigas. Estas estruturas identificam riscos cedo, encaminham casos e continuam no terreno depois de cada projecto terminar.
A mudança duradoura é conduzida pelas comunidades e pelos actores nacionais. Trabalhamos com os Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social, as Direcções Provinciais de Género, Criança e Acção Social e os serviços de saúde, polícia e assistência jurídica, e formamos o seu pessoal em gestão de casos e encaminhamento.
No Norte, a resposta de emergência acontece ao mesmo tempo que o investimento a longo prazo: protecção e apoio psicossocial a par de formação profissional, grupos de poupança, reforço dos serviços públicos e diálogo entre populações deslocadas e de acolhimento.
Género, idade, deficiência e diversidade entram na concepção de cada programa. Trabalhamos com mulheres e raparigas com deficiência e com as suas organizações, e todos os dados são desagregados por sexo, idade e deficiência.
Cada caso e actividade é registado em sistemas digitais (ActivityInfo, Kobo e painéis Power BI), com regras estritas de protecção de dados. Usamos a nossa própria informação para decidir onde reforçar a prevenção, as equipas e as vias de encaminhamento.
governação e prestação de contas
A GCR é uma organização da sociedade civil moçambicana com sede em Chimoio, província de Manica. É dirigida pela Directora Executiva, Luisa Netsai Sekaimweshe, e tem um Conselho de Direcção que assegura a supervisão estratégica.
O Pilar 5 do Plano Estratégico 2026–2030, Excelência institucional, orienta o investimento nos sistemas internos até 2030: governação, gestão financeira, recursos humanos, monitoria e avaliação, e comunicação. Abaixo indicamos o que está em vigor e o que está planeado.
O Plano Estratégico prevê reforçar o Conselho em competências, diversidade e envolvimento, definir planos de sucessão para a direcção e o pessoal técnico e realizar uma avaliação anual da saúde organizacional.
As contas dos exercícios de 2023 e 2024 tiveram auditorias externas sem reservas. Até 2030, a GCR pretende investir em software e processos financeiros e em capacidade de auditoria interna, adoptar uma política de recuperação de custos indirectos e procurar acordos de financiamento plurianuais.
Em Março de 2026, o UNFPA classificou a capacidade da GCR em protecção contra a exploração e o abuso sexuais (PSEA) como «capacidade plena» (8 em 8). A GCR é parceira verificada no UN Partner Portal e membro da Rede PSEA Moçambique. Todo o pessoal e voluntariado recebe indução obrigatória em género, princípios de VBG, PSEA e salvaguarda da criança, com actualização anual.
A GCR tem políticas de salvaguarda da criança, PSEA, assédio sexual, código de conduta, género, antifraude, protecção de dados, aprovisionamento, finanças, recursos humanos e segurança. A Política de Igualdade de Género e Empoderamento das Mulheres (2024), aprovada pelo Conselho, exige uma análise de género e protecção no início de cada projecto. O Plano Estratégico prevê a revisão e actualização destas políticas.
Os casos e as actividades são registados numa base de dados alinhada com o GBVIMS+ (ActivityInfo), com painéis Power BI e inquéritos em Kobo. Os dados sensíveis são recolhidos só por quem presta o serviço e partilhados só ao abrigo de protocolos de partilha de informação. O Plano Estratégico prevê avaliações independentes a meio do período (2028) e no fim (2030) e mecanismos de resposta e reclamação da comunidade em todas as áreas de programa.
Até 2030, a GCR pretende aplicar uma estratégia de remuneração que atraia e retenha pessoal qualificado em locais difíceis, apoiar o bem-estar e a saúde mental das equipas de terreno e criar programas de estágio com universidades.
localização
A Plataforma de Coordenação Humanitária Local de Moçambique (MLHCP, na sigla inglesa) reúne organizações não governamentais locais e nacionais que actuam na resposta humanitária. O seu propósito é que as organizações moçambicanas liderem a resposta às crises nas suas comunidades, em linha com o Grand Bargain e com a reforma humanitária iniciada em 2025.
plano estratégico 2026–2030